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Lugares, eventos, pessoas, recantos e detalhes de São Paulo
sob a ótica de uma fotógrafa apaixonada pelas múltiplas faces de sua cidade.

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09/04/2016

OBELISCO DO PIQUES



Encravado no centro histórico de São Paulo está o Largo da Memória com seu obelisco do Piques, que poucos sabem ser o mais antigo monumento público da cidade: nada menos do que 202 anos!
Fotografá-lo nesta tarde quente de sábado foi uma das coisas a que me propus, e mesmo lamentando seu atual estado de conservação, ainda estão lá os vestígios de uma época em que Sampa era pouco mais do que província aspirando ao futuro longínquo de metrópole.
O confronto com seu entorno é inevitável: tudo em volta quer engolir o largo de tantas memórias – as pixações sobre os azulejos de azul lusitano do velho chafariz e também sobre a própria pedra porosa do monolito engolem o passado e o transmutam numa espécie de protesto de recusa à preservação original. E a sombra do crack pairando sobre seus frequentadores mais assíduos engole um possível futuro a cada aliciamento.
São os desafios que a encruzilhada famosa não previu, mas que estão aí diante de nós o tempo todo para que não desviemos novamente o olhar, e para que esse olhar seja de compreensão da dinâmica social da qual fazemos parte.
As fotos históricas (antigas) contidas ao final do post vieram do site São Paulo Antiga (http://www.saopauloantiga.com.br/largo-da-memoria/)

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O Largo da Memória é um logradouro histórico localizado no centro da cidade de São Paulo, no Brasil. É delimitado pelas ruas Coronel Xavier de Toledo e Quirino de Andrade e pela Ladeira da Memória, próximo aoVale do Anhangabaú. Criado no fim do período colonial, o largo abriga o mais antigo monumento de São Paulo, o Obelisco do Piques, inaugurado em 1814.
O largo foi construído no local antes conhecido como "Piques", de onde partiam caminhos para fora da cidade. Lá foi erguido em 1814 o Obelisco do Piques, projeto de Daniel Pedro Müller e Mestre Vicentinho, também conhecido como Pirâmide do Piques. A obra seria celebração do encerramento de um dos governos interinos do bispo Dom Mateus ou do fim de uma seca que castigara a região naquele ano.  A Pirâmide do Piques é considerada o primeiro monumento de São Paulo ou, como definiu Roberto Pompeu de Toledo em seu livro A Capital da Solidão, a "primeira obra inútil", cuja "função não dizia respeito a nenhum aspecto prático da vida". "A pirâmide era sinal de que São Paulo deixava de ter a função de mero posto avançado para a conversão dos índios", escreveu o autor.
Durante o século XIX, foi uma das "portas de entrada" da cidade e um importante ponto de encontro dos moradores da província, viajantes e escravos, atraídos pela água potável fornecida pelo chafariz do largo, numa encruzilhada da cidade. No final daquele século ganhou uma figueira, que em 1986 era considerada "a árvore mais conhecida de São Paulo". Em 1919, por ocasião das comemorações do centenário da independência do Brasil, foi submetido a uma reforma de autoria de Victor Dubugras e José Wasth Rodrigues, que lhe deram as feições atuais, com um novo chafariz, escadarias e azulejos com o brasão da cidade (escolhido em concurso público vencido por Guilherme de Almeida e Wasth Rodrigues, em 1917), além de projeto paisagístico que manteve a figueira no mesmo lugar. A figueira só teve alguns galhos cortados quando da construção da Estação Anhangabaú, que fica alguns metros abaixo.
O largo é tombado pelo patrimônio estadual (Condephaat) desde 1974 e pelo patrimônio municipal desde 1992.

(fonte: Wikipedia)















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